terça-feira, 3 de maio de 2016

Seis causas bíblicas de sofrimentos

1. Insensatez:

“É a insensatez do homem que arruína a sua vida, mas o seu coração se ira contra o Senhor”. (Provérbios 19.3)

Todos nós erramos. Mas pior do que errar é transferir a responsabilidade para os outros e para Deus. Se esse é o caso, se arrependa e comece a fazer boas escolhas.


2. Imaginação:

“Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar. Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim”. (Lamentações de Jeremias 3.19-20)

O texto acima revela que o desânimo de Jeremias resultava de seus pensamentos. Pessoas com pensamentos negativos estão sempre sofrendo apesar de estar tudo bem do lado de fora.

3. Sofrimentos naturais:

“Basta a cada dia o seu próprio mal”. (Mateus 6.34)

Fora do Éden a terra produz cardos e abrolhos e com sofrimentos nós vamos comer o nosso pão. Existem os sofrimentos que naturalmente fazem parte da vida, como envelhecer, certas enfermidades, tragédias naturais etc.

4. Sofrimentos planejados

“Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?”. (Lucas 14.28)

Quem quer conquistar algo amanhã precisa se dispor a fazer os sacrifícios necessários hoje. Toda conquista tem um preço.

5. Sofrimento pelo evangelho e pela justiça

“Estou na prisão por causa de Cristo”. (Filipenses 1.13)

Viver conforme o Evangelho e na vereda da justiça tem um preço. Todo aquele que quiser viver piedosamente será perseguido.

6. Sofrimento que vem de Deus

“Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”. (Hebreus 12.5-6)

Sim, Deus permite sofrimentos e leva seus filhos para o deserto, pois os sofrimentos podem ser o maior combustível para a transformação pessoal; a dor é um grande professor.

Fique com a paz do Senhor.


Pr. Danilo Liebert

quarta-feira, 9 de março de 2016

Duas categorias de sofrimentos

Os sofrimentos fazem parte da vida. “No mundo tereis aflições” disse Jesus. Isso é uma afirmação.

Ao mesmo tempo, a vida de Jesus nos ensina que nossos sofrimentos podem ser colocados em duas categorias básicas: sofrimentos evitáveis e inevitáveis.

A cruz de Cristo entra na categoria das dores inevitáveis. “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia” (Mateus 16.21).

Jesus disse que lhe era necessário sofrer muitas coisas em Jerusalém. Foi para isso que Ele veio ao mundo. Ele não podia fugir dessa cruz.

Os Evangelhos dizem que quando Jesus chegou ao monte da crucificação para ser executado, ofereceram-lhe vinho com fel (Mateus 27.34). Essa era uma bebida forte e amarga que servia como um entorpecente para aliviar os tormentos dos crucificados. Jesus recusou-se a beber, pois esse era um sofrimento que Ele precisava enfrentar.

Houve, porém, vários sofrimentos que foram evitados. Quando o rei Herodes planejou uma perseguição para matar as crianças nascidas em Belém, por ordem divina, José pegou Maria e Jesus e fugiu para o Egito.

Em Marcos 3, quando os fariseus, juntamente com os herodianos, fizeram um plano para matar Jesus, nos é dito que “retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar”. Ele evitou aquele conflito.

Em Mateus 4, Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo diabo. No deserto, Ele precisou suportar a fome. Esse foi um sofrimento inevitável. Mas em João 4 está dito que, ao atravessar a região de Samaria, Ele teve sede e, ao ver a mulher samaritana, Ele pediu: “Dá-me de beber”. Essa carência Ele não precisava suportar.

Conosco acontece o mesmo. Muitas dores são inevitáveis e, semelhantemente a Jesus, precisamos negar a nós mesmos e carregar a nossa cruz. Por exemplo, é inevitável que o justo venha a sofrer por causa da justiça. Quem quiser viver piedosamente em Cristo, será perseguido. Depois dos oitenta, a vida vira canseira e enfado. Quando um país é governado por gente ruim, todo mundo padece.

Mas há também muitas aflições que poderíamos expulsar das nossas vidas. Há dores que resultam da nossa insensatez e falta de sabedoria. Sofrimentos que carregamos porque nos recusamos a fazer um autoexame e mudar. Angústias que resultam da nossa teimosia e hábitos destrutivos.

Sem dúvida alguma, aprender a distinguir a cruz que precisa ser carregada dos sofrimentos que podem ser evitados é fundamental para a nossa felicidade sobre a terra.

Fique com a paz do Senhor!


Pr. Danilo Liebert

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Armadilhas de um coração aflito - Salmo 55


O Rei Davi estava perplexo por causa das traições realizadas por um amigo muito chegado. Nesse Salmo ele revela três armadilhas muito perigosas que, qualquer pessoa com o coração machucado, terá que enfrentar.

Fique com a paz do Senhor.

Pr. Danilo Liebert

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Por que a espiritualidade na recuperação da dependência?

Sou pastor de tradição Batista há mais de 20 anos. No meu ministério pastoral, sempre lidei com a questão da dependência química através do aconselhamento de dependentes e seus familiares.

Atualmente trabalho, na área de espiritualidade e aconselhamento, na clínica Fabian Nacer de recuperação de dependentes químicos. Deixe-me explicar por que trazer uma reflexão equilibrada sobre a espiritualidade para dentro do tratamento das drogas é tão importante.

Em primeiro lugar, porque o povo brasileiro é religioso e místico. Isso é um fato. Na minha experiência de clínica, percebo que mais de 90% dos pacientes em recuperação acreditam em Deus, em energias espirituais e no diabo. E os que não acreditam têm familiares que acreditam. No fundo, todo mundo tem inúmeras convicções a respeito da espiritualidade. A dimensão da fé é uma parte importante da vida da maioria dos adictos e ignorar isso torna qualquer tratamento incompleto.

Essas convicções espirituais do indivíduo são poderosas e condicionam sua visão da vida e suas decisões, tanto para o bem quanto para o mal. E não importa se essas crenças são inconscientes (na maioria das vezes são), elas vão influenciar muito na recuperação, ou não, das drogas.   

Por exemplo, certa vez eu aconselhei um homem, dependente do álcool, que estava com um problema sério de saúde. Igualmente a muitas pessoas que também estão desesperadas, ele correu atrás das promessas religiosas de “curas instantâneas”. Peregrinou por muitos templos, igrejas, grupos e terreiros. Fez praticamente de tudo, mas o diabetes não cedia. Como Deus não o estava ajudando, ele passou a interpretar aquele problema como um “castigo divino” por todas as coisas ruins que havia feito no passado. Agora responda, você acha que essa convicção estava influenciando o seu tratamento tanto do álcool quanto de saúde?

Num outro momento, acompanhei o tratamento de um rapaz evangélico que era dependente da cocaína. Nas nossas conversas, ele sempre transferia para o diabo a responsabilidade pelas suas recaídas. Aos poucos, ensinei aquele princípio da palavra de Deus que diz: “Eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 3.7). Ele entendeu que transferir a culpa para o diabo era um autoengano para continuar usando e que precisava assumir a responsabilidade de dominar os desejos e impulsos que lhe faziam mal.

Não dá para ignorar a questão da espiritualidade. Na prática, ela faz diferença na vida dos indivíduos, ou para melhor, ou para pior. Muitas crenças são perigosas, pois elas se tornam uma rota de fuga da realidade.

Por isso, trazer uma reflexão equilibrada sobre a “fé” para dentro dos tratamentos é tão importante.

Fique com a paz do Senhor.

Pr. Danilo Liebert

quinta-feira, 6 de março de 2014

Salmo 1

O verso um do salmo primeiro fala de um processo de "vir a ser". A pessoa começa a andar num conselho, depois ela se detem num caminho, até que, finalmente, ela se assenta numa roda, ou seja, ela se torna algo. Andar, parar e se assentar.

Mas vir a ser o quê? Um ímpio. O que ele diz é o seguinte: Feliz o homem que, ao longo do seu caminho, não se torna um ímpio.

Isso é difícil, pois muitas vezes, os conselhos dos ímpios parecerão muito mais vantajosos do que os conselhos de Deus. O caminho dos pecadores, muito mais lucrativo do que o caminho da integridade. E a associação com os perversos, muito mais rentável do que a sociedade com gente correta.

Mas tudo isso é apenas uma impressão. Temos a impressão que é o sol que anda no céu. Mas sabemos que essa nossa impressão não corresponde à verdade. É a terra que gira e não o sol que anda. Do mesmo modo, muitas vezes, temos a impressão que o caminho dos ímpios é muito mais bem-aventurado do que o caminho dos justos. Mas o caminho do ímpio perecerá. O ímpio que parece tão firme e sólido é na verdade tão fraco e breve como a palha que o vento dispersa. E o justo, que parece tão frágil e desamparado, é na verdade como uma árvore muito bem enraizada e sólida.

Iahweh conhece o caminho dos justos. Ele vigia. Portanto, no dia de hoje, escolha em quem você vai confiar, se nas suas impressões ou na Lei de Iahweh. Confie no Senhor, e na sua lei medite, dia e noite!

Não se deixe vencer pelo mal. Vença o mal com o bem. Não se torne um ímpio. Permaneça plantado junto ao ribeiro das águas. Fique firme e no tempo certo os frutos virão. Os frutos não vêm o tempo todo. Mas sempre vêm no tempo certo. Não desanime, não deixe suas folhas murcharem, pois os resultados do seu esforço virão no tempo certo.

Não faça qualquer coisa para prosperar. Diz o salmo que tudo o que o justo faz prospera, mas que o justo não faz de tudo para prosperar. São os ímpios que agem assim.

Confie no Senhor e na sua palavra. Permaneça firme, plantado junto ao ribeiro das águas, que é a palavra de Deus. E você será bem-sucedido.

E fique com a paz do Senhor.
Pr. Danilo Liebert

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O filho pródigo

Um pai tinha dois filhos. O mais novo pediu sua parte da herança. Mas Jesus disse que o pai repartiu sua propriedade entre os dois filhos. O mais velho também recebeu sua parte. Mas ele nunca se apropriou dela. Agora, ele era o dono do campo. Mas apesar de ser o dono, se comportava como um escravo. Ele mesmo disse: “há anos que trabalho feito um escravo e nunca me deste um cabritinho para celebrar com meus amigos”.

Ele se impôs privações e proibições que o pai nunca havia pedido a ele. E deixou de se apropriar e desfrutar daquilo que já era dele.

Deus já havia dado a terra de Canaã, terra que mana leite e mel, terra que simboliza uma vida abundante para o seu povo. Eles precisavam apenas conquistar a herança que já era deles. Mas desistiram e vagaram quarenta anos pelo deserto.

Tanto o irmão mais velho quanto o povo de Israel se excluíram da herança por causa da baixa autoestima. O irmão mais velho se via como um escravo. O povo de Israel se via como um enxame de gafanhotos. E gafanhotos não eram bem vistos naquela cultura. Eram uma praga.

Será que conosco não acontece a mesma coisa? Será que Deus não nos deu muito mais do que pedimos ou pensamos, e nós, movidos por crenças erradas e uma baixa autoestima, acabamos nos impondo desertos e privações que nunca foram da vontade de Deus?

Senhor, abra os nossos olhos. Ilumina nossos corações para que possamos discernir os enganos sutis da nossa mente, que conspiram contra nós e contra a realização da tua boa vontade nas nossas vidas.


Pr. Danilo Liebert

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por que ninguém pode ser salvo diante de Deus por causa de sua justiça própria?

Por que ninguém pode ser salvo diante de Deus por causa da sua justiça própria?

Porque viver uma vida correta e justa é obrigação e não mérito. Ninguém poderá usar seus atos de bondade para se justificar diante de Deus porque, coibir o mal e fazer o bem, é a responsabilidade de cada ser humano. Nenhum funcionário pode reivindicar bonificações especiais porque chegou no horário para trabalhar. Chegar no horário é obrigação.

Jesus disse em Lucas 17:10 – “Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever”.

Os seguidores de Jesus “devem” dizer, “com nossas obras, apenas cumprimos o nosso dever”. Interessante é o contexto anterior. Primeiro, Jesus disse que ninguém deve fazer seu irmão tropeçar. Depois ele disse que devemos sempre perdoar aquele que demonstra arrependimento pelo mal que fez. E por fim, que se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, ordenaremos a uma árvore que ela se lance no mar, e assim será.

Depois de termos feito tudo isso, devemos dizer, “apenas cumprimos o nosso dever”. Não prejudicar ou derrubar alguém é apenas nossa obrigação. Perdoar aqueles que se arrependem do mal que fizeram á apenas nossa obrigação. E transpor as barreiras do caminho através da fé e da coragem, ao invés da maldade, é apenas nossa obrigação.

Por isso, pela graça sois salvos, mediante a fé, não por obras, para que ninguém se glorie. É assim, porque é ridículo que alguém use suas boas obras de justiça para se gloriar diante de Deus. Evitar o mal e fazer o bem, é apenas nossa obrigação.

A paz do Senhor.


Pr. Danilo Liebert